Voo para onde vão as araras, romance de estreia de Eduardo Guimarães, é uma narrativa fragmentada e poética, de teor onírico, em que a passagem do tempo e as metamorfoses do corpo, tanto dos homens como dos animais, conduzem a novas experiências e percepções do mundo.
Aqui, o mito e o rito encontram o terreno instável do tempo humano, em um espaço alagadiço e corrente, desprovido de exotismos. Os seres, como as crianças de sol, os mosquitos, os sapos, a onça, a sucuri, os mamíferos, répteis, peixes e aves ganham existência própria, sem hierarquia ou perspectiva privilegiada.
Nesse voo, a natureza é implacável, violenta e grandiosa, e mesmo os homens estão submetidos a ela, aprendendo com seus ciclos e seus acasos, procurando entender o que é memória e o que é vivência, tentando não sucumbir a seus próprios instintos.
Bruno Zeni
Publicado pela ed. Quelônio/Carapaça, esse livro traz ilustrações de Tânia Ralston. Compõe a coletânea Naquela terra, daquela vez, e é fruto de uma imersão organizada pelo Tomar Corpo na fazenda Santa Tereza, no Pantanal, com apoio do Instituto Acaia Pantanal.
R$45.00

Eduardo Guimarães
é escritor, editor da Fábrica de cânones e autor dos romances “Voo para onde vão as araras” (Quelônio, 2017), e “Só não atirei porque era meu pai” (Fábrica de cânones, 2024). Ministra oficinas de escrita criativa, criou o curso “Entre vodus e ciborgues: a escrita como corpo e potência” e desenvolve projetos artísticos e culturais. Pesquisa relações entre livro, escrita, processos ritualísticos e corpo. Dedica-se à Leitura Afetiva, método de acompanhamento de autores no processo editorial, e à mentoria para escritores e instituições.
| Peso | 0.200 kg |
|---|---|
| Dimensões | 16 × 11 × 8 cm |
| Gênero | Ficção |
| Páginas | 100 |
| ISBN | 978-85-93229-13-8 |
R$60.00
R$48.00